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Blogagem Coletiva da Semana Mundial da Amamentação

 
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E quando nada parece bater certo

Que era de mim sem os meus anjos?
É por vocês e para vocês que vivo.
Nunca me deixem nem me deixem deixar-vos.
 
 
 
          Adoro-vos com toda a minha alma.
 
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As mãos

Por isso no dia em que ela morreu, quando chegou à igreja, ele não sabia o que fazer às mãos.

Foram juntos no autocarro 30 anos antes. As mãos no mesmo poste, olhares fixos no sinal luminoso de SAÍDA , borboletas no estômago. Sair era uma impossibilidade, pela primeira vez tinham chegado a algum lugar.
As mãos tocaram – se antes dos olhos se atreverem ao encontro. As mãos foram sempre mais corajosas.
Foram elas que descobriram os corpos nus.
Foram elas que se entrelaçaram durante a ecografia do primeiro filho.
Foram elas, todas juntas e de diferentes tamanhos que deixaram impressões digitais de felicidade nas paredes da casa de família. Foram elas que furaram os bolos de chocolate acabados de sair do forno nas tardes de Inverno de Sábado.
Foram elas que comandaram a escrita, de cartas de amor, pedidos de desculpa, listas de compras.

Com elas transpiradas e trémulas abriram o envelope do médico com a sentença de morte.
Com elas cada vez mais frias mas sempre juntas percorreram o caminho vezes sem conta até ao fim.Na maca, na cama, na ambulância, sempre de mãos dadas.

E a morte chegou. Tiveram de se libertar do poste devagarinho.

E por isso ele não sabia o que fazer às mãos.
Dela, pousadas sobre o abdómen, lugar comum dos mortos.
Dele, inexpressivas, abandonadas, mortas também.

Levou – as aos olhos e encharcou – as de lágrimas.

Depois, tocou pela última vez nas dela e saiu da igreja.

Apanhou o autocarro e durante muitos anos não se lembrou onde saiu naquele dia em que ela morreu.

 
 
in sorriso-do-bisturi.blogspot.com
 
 

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Anónimos?!

ATENÇÂO ESPECIAL:
Para quem utiliza HI5 e outros sites semelhantes,
onde as miúdas colocam fotos muito provocantes, de top, soutien,
rabos com fio dental, etc.

A todos os pais, adolescentes e demais. Para ler, divulgar e pensar muito bem no assunto.

Após deixar os livros no sofá ela decidiu lanchar e entrar online.
Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.
Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado.
Enviou-lhe uma mensagem instantânea:
Doçinho14: Oix. Que sorte estares aí!
Pensei que alguém me seguia na Rua hoje. Foi mesmo esquisito !
Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria?
Não moras num local seguro da cidade?
Docinho14; Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando me virei. Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso, pois não?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.
Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?
Docinho14: Sim e ganhamos!
Meteoro123: Óptimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Família. LOL. Os uniformes Delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL

Meteoro123: Como se chama a tua equipa?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes.
São impecáveis.
Meteoro123: Jogas ao ataque?
Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC antes que cheguem os meus pais. . Xau!
Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.
Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a
pesquisar sobre o Perfil dela.

Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o.
Pegou na caneta e anotou O que sabia de Docinho até agora. Seu nome: Susana aniversário: Janeiro 3, 1993. Idade.: 13. Cidade onde vive: Porto.
Passatempos: vólei , inglês, natação e passear pelas lojas.

Além desta informação sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha contado recentemente.
Sabia que estava sózinha até às 18:30H.
Jogava ás quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, os Gatos de Botas.
O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola.
Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição.
Ela tinha contado tudo em conversas online.
Agora tinha informação suficiente para encontrá-la.

Susana não contou aos pais sobre o incidente ao voltar do parque.
Não queria que ralhassem com ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé.
Os pais sempre exageram e os seus eram os piores.
Ela teria gostado não ser filha única.
Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão superprotectores.

Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.
O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava.
Então lembrou-se.
Olhou e viu um homem que a observava de perto.

Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu.
Não parecia alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira.
Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador.
Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao lado.
Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso.
Ele confirmou o seu nome nas costas da camisola.

Sabia que a tinha encontrado.

Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela.
Eram só uns quarteirões até casa dela.
Quando viu onde morava voltou ao parque e entrou no carro.
Agora tinha que esperar….
Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir à Casa da menina. Foi a um café e sentou-se.

Mais tarde, essa noite, Susana ouviu vozes na sala. "Susana, vem cá!", chamou o seu pai.

Parecia perturbado e ela não imaginava porquê.
Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá.

"Senta-te aí", disse-lhe o pai, "este senhor acaba de nos contar uma história muito Interessante sobre ti".
Susana sentou-se.
Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa?
Nunca o tinha visto senão nesse mesmo dia!
"Sabes quem sou eu?" perguntou o homem.
"Não", respondeu Susana.

"Sou polícia e teu amigo do Messenger – Meteoro123".
Susana ficou pasmada. "É impossível! Meteoro123 é um rapaz da minha idade!
Tem 14 e mora em Braga!".
O homem sorriu. "Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade.
Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miudos;
eu era um deles.
Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores.
Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online.
Contaste-me o suficiente sobre ti para eu te achar facilmente.

Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas.
O número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse facilmente.
Susana gelou. "Quer dizer que não mora em Braga?".
Ele riu-se:
"Não, moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava longe, não é?" .
"Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte:

foi assassinada enquanto estava sozinha em casa.

Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão sozinhos, porém contam isso a toda a gente pela internet.
As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar informação de aqui e de lá online.
Antes de dares por isso, já lhes contaste o suficiente para que te possam achar sem que te apercebas.
Espero que tenhas aprendido uma lição disto e que não o faças de novo.
Conta aos outros sobre isto para que também possam estar seguros

"Prometo que vou contar! "

Vale também fazer o seguinte aviso:

Atenção especial para mulheres de 60 anos ou mais que se andam a passar por miudas de 20 e 30 anos na Internet e andam a tentar enganar o próximo.

Nós vamos descobrir que são, mais tarde ou mais cedo…
 
 
 
 
 
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Texto perfeito, imagem perfeita

Fim do Banco
 
A idade vai comendo a vida.
Vai ratando o futuro, e nós (eles) a verem.
Acorda-se com um dia a menos, e adormece-se com um dia a mais.
O calendário vai-nos mudando o corpo.
Vai-nos empurrando as costas, para a queda ser pequena.
Os velhos sabem de cor o chão.
Como quem sabe que está quase a chegar lá.
Desde que perdi a minha avó, que ganhei o respeito por quem mora no terceiro andar da idade.
Perde-se para ganhar.
E assim foi.
Emociona-me.
Que vida inteira pode ser sentada sozinha, num banco de jardim?
Com a idade, nunca escolhem o meio, sempre o fim do banco.
Em crianças, ter-se-iam sentado na outra ponta?
E deixam-se estar.
Respiram como podem.
Os olhos já não procuram nada. Já viram tudo.
Vão guardando o passado em rugas, para libertar a cabeça.
Em que pensam?
Na morte?
Os velhos não vivem. Deixam-se viver.
Os filhos já tem a vida deles, não os querem.
Tem de ir viajar e fazer compras para o jantar.
"O pai tem estado bem? Então vá, um beijinho."
Picaram o ponto, e para eles está feito.
Os novos choram com o corpo todo, gritam e fazem caras de quem sofre.
Os velhos choram só com os olhos, que o resto não se vê.
E assim o fazem, no fim do telefonema.
Ninguém os quer com as doenças cheias de idade.
As mãos da idade cheiram a tudo, com as veias cansadas de mostrar o sangue a toda a gente.
As pernas vão perdendo caminho.
Os braços deixam de abraçar.
O coração começa a falhar, já bateu demais mesmo para quem amou pouco.
Vai-se esquecendo de bater.
E uma noite, sem avisar, desaprende.
Desliga os olhos e atira o corpo para o fim.

Ocupam agora o banco todo.
Do principio ao fim, todo ele é corpo.
E os filhos, cansados de telefonar, resmungam.
Morreram oitenta e dois anos, e nem mais um dia.
A cidade não pára, o mundo não interrompe, nada.
Os filhos enterram vinte anos, e guardam os outros sessenta e dois.
Os últimos vinte davam trabalho e de pouco valiam.
Não tem vagar para os guardar.
Mas de hoje em diante, esses vinte vão acordá-los todos os dias.
Até se deitarem sozinhos no banco que os vai deitar.

 
 
Bruno Nogueira     http://corpodormente.blogspot.com
 
 
 
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Cute

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