A sombra

Uma sombra paira sobre mim, prende-me os movimentos, não me deixa respirar.
Arrasta-me numa solidão sem fim.
Sigo sozinha na noite, prisioneira do meu próprio corpo.
Procurando no rosto de estranhos um olhar que me proporcione conforto.
A minha vida é tão vazia, tão cheia de nada…
Cada dia é mais uma dor, mais uma esperança frustrada.
Essa sombra entra em mim, corre nas minhas veias sem cessar.
Não me autoriza a viver, nem sequer a sonhar.
Sou refém desta vida que o destino me obriga a suportar.
Amarrada a um corpo que ninguém deseja amar.
Assim continuo, com as trevas por companhia.
Sem ter para quem correr, sem um sorriso que me apresente a alegria.
 
Liliana
16-12-2003
 

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