À espera de um olhar

À espera de um olhar, suplicando uma palavra,

bebendo do cálice da saudade, alimentando-me de uns restos de ternura.

À espreita de um sorriso, mendigando por um beijo.

Alugando uma lembrança feliz, implorando atenção,

sentido na pele a dor e, no peito, um abandonado coração.

À deriva nas ruas, vagabundeando na solidão.

Sou um sem-abrigo do amor, cuja esmola é a desilusão.

Dormindo no passeio da tristeza, tapada com um cobertor rasgado de esperança.

Acordada pelo vento da incerteza, enfraquecida pelo frio do desprezo.

Passando as noites ao relento, num canto qualquer,

ignorada pelo amor, sem um olhar sequer.

 

 

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